Fala-me dos sonhos, Fala-me dos medos, Dos terrores, Das lembranças Menos boas, Mas fala-me E deixa a porta do meu quarto FECHADA E nem tu entres, meu amor!
Fala-me das madrugadas Da relva do jardim Machucada Pelos amantes que se amaram, Ao som das cítaras caladas!
Fala-me do teu poder eterno, Fala-me das cortinas corridas E do teu deambular Pelas esquinas, Como se não fosses Nada!
Falas, ou falo eu? Dizes, ou digo eu? Contas, ou conto eu?
Não falas, Não dizes, Não contas Nada!...
Então, tu és o Nada E eu não te quero!
Deixa-me as quimeras Do meu sentir de Poeta Esquecido, aniquilado Nesta Era!
Mas lembra-te … Tu és o Nada, Eu sou o Tudo!
Não esqueças
Mas sabe … Tu és o Nada!
Mas eu sou Amor Luz e Vida!
...O Tudo e o Nada...
-Marc Chagall-
22:31 - 21/03/2009
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